Hoje, todo paciente com queixa de dor em várias partes do corpo que se torna persistente e de difícil manejo tem esse diagnóstico!

Recebi ontem mais uma paciente que chegou até mim pré diagnosticada com “Fibromialgia”. Ela chegou completamente dopada, apática, com medo de tudo, e falou durante mais de uma hora que a vida dela é assim desde que foi informada de que tinha essa doença! E o pior foi ouvir ela dizendo que não poderia realizar o grande sonho de sua vida que era ser mãe!

Depois da minha avaliação, não encontrei indícios que levassem ao diagnóstico de Fibromialgia e realizei o tratamento que julguei necessário. A paciente obteve uma melhora significativa da queixa principal, que era dor no ombro, quando na verdade a cervical era a real causa da disfunção!
Grande parte das pessoas com diagnóstico precoce de Fibromialgia, na verdade não preenchem todos os critérios necessários para tal diagnóstico!

Quando recebemos um diagnóstico de uma doença, este pode trazer repercussões físicas, sociais e psicológicas na vida do paciente, agora imaginem se este diagnóstico for equivocado?

Como puderam equivocadamente falar para essa mulher, de apenas 34 anos, com sonho de ser mãe, que ela não poderia ter filhos por causa da Fibromialgia!!! E ainda por cima dizer para ela que seu futuro, após ter filho, seria ficar acamada e viveria a base de anti-inflamatório e antidepressivos, sem poder cuidar do filho. A melhor decisão nesse caso seria então desistir de engravidar!!!

Nós da área de saúde temos que ter muito cuidado pois somos responsáveis por aquilo que falamos e afirmamos! Despreparo clínico e psicológico do profissional pode ACABAR com a vida de um paciente!
Fica aqui um alerta aos queridos colegas: estudem mais e tenham MUITO cuidado com O QUE e principalmente COMO você fala com o seu paciente.
Despreparo e crenças negativas só pioram o tratamento!!!

Fica a dica!

Segue o artigo que confirma o fato!

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